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Mostrando postagens com o rótulo Filmes

Crítica | "Oppenheimer" (2023)

Cartaz nacional do filme "Oppenheimer"(2023), de Christopher Nolan. Por Vanessa Delfino O filme "Oppenheimer" (2023), do Christopher Nolan, estreou dia 20 de julho, junto com "Barbie"(2023), da Greta Gerwig, e ambos os filmes já são verdadeiros marcos do cinema. Juntos, eles arrastaram milhões de pessoas às salas de cinema do Brasil e do mundo e o mais legal: como parte da muito bem-sucedida campanha de marketing, muitas pessoas foram assistir a ambos no mesmo dia (inclusive nós, Lucas e Vanessa). Lembrando que "Barbie" tem duas horas de duração e "Oppenheimer" tem três. Ou seja, são cerca de cinco horas dentro de uma sala de cinema e as pessoas estão indo, mesmo com a gente vivendo na era do streaming. Nada que bons filmes e uma boa campanha de marketing não possam fazer, não é? Mas vamos a Oppenheimer: o filme é realmente bom? Sim. "Oppenheimer" é, sem dúvidas, uma obra de arte cinematográfica. Com certeza, já pode ser consi...

Crítica | “Babilônia” (2022)

Por Lucas Borba A convite da Paramount, compareci à cabine de imprensa de Babilônia, novo filme do diretor Damien Chazelle que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 19 de janeiro. Primeiramente, pois, agradeço a Paramount pela oportunidade e, em segundo lugar, como sempre fazemos aqui no Domínio Acessível, destaco que o longa felizmente entrará em cartaz com recursos de acessibilidade – incluindo audiodescrição, uma narrativa em off que descreve os elementos visuais da obra para pessoas com deficiência visual, como eu próprio. A trama nos apresenta a um retrato tão fiel quanto aparentemente exacerbado de Hollywood no final da década de 1920, em plena transição do cinema mudo para o cinema falado. Personagens em sua maioria fictícios, porém baseados em figuras verídicas, protagonizam representações dramáticas do que de melhor e de pior se fez naquele período em Los Angeles em nome da sétima arte com seres humanos sem as quais o cinema nunca existiria, do alto do mai...

"Babilônia": confira 16 curiosidades sobre o filme

Por Vanessa Delfino Em entrevista recente, o diretor Damien Chazelle disse que é bom que o filme "Babilônia" (2022) esteja dividindo opiniões e, aqui, sabemos que, de fato, a obra não é para todos os públicos, já que ela também pode chocar por conta de cenas bem explícitas - a expressão "dedo no cu e gritaria" define - e pode trazer o seguinte questionamento: aquilo tudo realmente aconteceu? Hollywood era aquela loucura toda? A crítica em geral não tem sido muito favorável ao filme e um dos principais motivos alegados é que ele traz um retrato muito exagerado e infiel sobre a Velha Hollywood. Porém, eu, como amante do cinema desde a minha adolescência que sempre leu muito sobre o assunto, sei que o filme é um conjunto de referências históricas muito bem costuradas ao longo de três horas. E aqui venho responder algumas perguntas que podem ter surgido ao assistir à "Babilônia" e trazer algumas curiosidades. 1 - Nellie LaRoy (Margot Robbie) é baseada na atr...

Crítica | "Avatar: O Caminho da Água" (2022)

O aguardado “Avatar: O Caminho da Água”, sequência de James Cameron para o filme de 2009, enfim chegou aos cinemas na última quinta-feira (15) com recursos de acessibilidade. Confira a crítica em vídeo do jornalista e audiodescritor consultor Lucas Borba sobre o longa clicando neste link . Nota do crítico: 4/5.

Crítica | “A mulher rei” (2022)

Por Lucas Borba Toda narrativa audiovisual que reconstitui eventos reais, ou mesmo que meramente baseada em tal gênero de eventos, é delicada. Tomando-se a responsabilidade envolvida como um pressuposto – o que nem sempre ocorre -, é necessário levar em conta aspectos como o impacto que determinada liberdade criativa pode gerar – seja no público, em pessoas reais implicadas no caso ou em um segmento da sociedade -, a qualidade da apuração acerca dos fatos realmente ocorridos e o quanto é pertinente deixar claro, ao longo da narrativa, o que é ou não é ficção. Desses aspectos, talvez o maior “problema” - se é que podemos chamar assim – de “A mulher rei” seja o de nem sempre marcar tão bem essa linha entre o fantástico e o histórico, o que não diminui em absoluto as suas qualidades. No longa, acompanhamos Nanisca (Viola Davis), uma comandante fictícia de um exército que realmente existiu no Reino de Daomé, um dos locais mais poderosos da África entre os séculos XVII e XIX. Durante o ...

Crítica | “Não! Não olhe!” (2022)

Por Lucas Borba Consultoria: Vanessa Delfino Recentemente, o termo “narrativa textão” vem se popularizando para falarmos de um tipo específico de subtexto presente em um filme, uma série ou afins quanto ao Storytelling. Via de regra, “narrativas textão” apresentam, em primeira instância, um conteúdo de fácil percepção, explícito - aquele bem óbvio e exposto claramente nas linhas gerais de introdução, desenvolvimento e conclusão da trama -, e outra camada mais profunda e implícita, que traz em seu subtexto alguma crítica social ou reflexão velada e eventualmente possibilita que a mesma história seja interpretada de formas diferentes. Narrativas assim são as minhas prediletas, não apenas porque permitem uma união plena entre o entretenimento e a cultura – a arte, creio eu, em seu maior potencial -, mas porque nesse processo ampliam o escopo do público passível de ser impactado pela obra e facilitam a comunhão e a troca de conhecimentos entre pessoas de perfil e realidades distintas...

Crítica | “Dark Web: Cicada 3301” (2021)

Por Lucas Borba Quanto mais uma narrativa sabe qual tom ou quais tons usar para a história que deseja contar, melhor será o seu resultado final. “Dark Web: Cicada 3301” tem bem amadurecidas tais escolhas narrativas. Observar essa maturação, diga-se de passagem, é empolgante, já que este é o primeiro filme dirigido pelo ator e produtor americano Alan Ritchson, que chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de setembro, com distribuição da A2 Filmes. Tive acesso à cabine de imprensa digital promovida pela distribuidora e agradeço a oportunidade. Infelizmente, por enquanto filmes independentes exibidos em um número menor de salas de cinema não têm a obrigação de disponibilizar a obra com audiodescrição, esse recurso de acessibilidade comunicacional tão importante a um jornalista como eu, que sou uma pessoa com deficiência visual, e claro, ao público em geral na mesma condição. Para quem não sabe, a audiodescrição descreve por meio de uma narração em off os elementos visuais que aparece...

Crítica | “O telefone preto” (2021)

Por Lucas Borba Para analisarmos o conteúdo de uma história, seja em que mídia for, inclusive no audiovisual, temos de sempre levar em conta quanto controle a narrativa tem sobre si mesma ou, pelo menos, quão gratuitas são ou não suas escolhas. Confesso que fui para o cinema sem ter ideia de que estava prestes a assistir a uma adaptação de um conto de Joe Hill, um dos filhos do “mestre do terror” Stephen King, e fiquei muito feliz ao ser informado disso pelo próprio filme nos primeiros segundos de exibição. Li somente um dos livros desse autor até hoje, “A estrada da noite”, do qual gostei bastante e sempre imaginei que boa adaptação poderia ser feita dessa história para o audiovisual. Senti-me empolgado, portanto, ao descobrir na própria sala de cinema que o novo filme de Scott Derrickson – mesmo diretor de “A entidade” (2012), filme que particularmente aprecio – é fruto de outra obra de Joe Hill que eu desconhecia. Sendo eu um jornalista com deficiência visual, tive o prazer de a...