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"Babilônia": confira 16 curiosidades sobre o filme

Por Vanessa Delfino Em entrevista recente, o diretor Damien Chazelle disse que é bom que o filme "Babilônia" (2022) esteja dividindo opiniões e, aqui, sabemos que, de fato, a obra não é para todos os públicos, já que ela também pode chocar por conta de cenas bem explícitas - a expressão "dedo no cu e gritaria" define - e pode trazer o seguinte questionamento: aquilo tudo realmente aconteceu? Hollywood era aquela loucura toda? A crítica em geral não tem sido muito favorável ao filme e um dos principais motivos alegados é que ele traz um retrato muito exagerado e infiel sobre a Velha Hollywood. Porém, eu, como amante do cinema desde a minha adolescência que sempre leu muito sobre o assunto, sei que o filme é um conjunto de referências históricas muito bem costuradas ao longo de três horas. E aqui venho responder algumas perguntas que podem ter surgido ao assistir à "Babilônia" e trazer algumas curiosidades. 1 - Nellie LaRoy (Margot Robbie) é baseada na atr...

O Avesso da Pele, um convite a um posicionamento antirracista

Por Maíra Cordeiro O Livro o Avesso da Pele foi o terceiro do escritor Jeferson Tenório. Lançado em agosto de 2020, o romance tem colecionado vários elogios da crítica, ganhou o prêmio Jabuti de 2021 e foi finalista do prêmio Oceanos, premiação internacional dedicada a autores de diferentes países de língua portuguesa. Tenório foi o primeiro escritor negro a ser patrono da tradicional Feira do Livro de Porto Alegre, que em 2020 teve sua 66ª   edição. Nascido no Rio de Janeiro e radicado no Rio Grande do Sul desde a juventude, o autor é professor, formado em Letras pela UFRGS e doutor em Criação Literária pela PUC-RS. Tem marcado presença em diversas feiras do livro e também é colunista do jornal Zero Hora. O livro conta a história do jovem Pedro, que acabou de perder o pai, o professor Henrique. Mas vai muito além disso. Com alguns traços autobiográficos, o livro se aprofunda nos personagens, na vida dos mesmos e em como as tensões raciais vão influenciando o caráter das pessoa...

Crítica | “The Witcher: A Origem” (2022)

Por Lucas Borba Adoro a série literária de Andrzej Sapkowski – embora, na verdade, tenha lido apenas os cinco primeiros livros, os demais estão na minha lista de leituras pendentes. Não é à toa, então, que fiquei empolgado logo que a Netflix anunciou a adaptação das aventuras de Geralt de Rívia para uma narrativa audiovisual seriada. Com a estreia da primeira temporada, gostei de como foram adaptados os primeiros contos de Geralt ao mesmo tempo em que o arco de Ciri era organicamente inserido nos episódios – o que para algumas pessoas soou confuso, mas para mim se apresentou como um eficaz recurso de adaptação consideravelmente bem executado. Por outro lado, um problema em particular já deixava os seus primeiros vestígios, cresceria na segunda temporada e, agora, marca os quatro capítulos que compõem a minissérie “The Witcher: A Origem”. Sim, a Netflix me disponibilizou acesso antecipado à minissérie, que entra como um presente de Natal para os fãs do Lobo Branco no catálogo do st...

Crítica | "Avatar: O Caminho da Água" (2022)

O aguardado “Avatar: O Caminho da Água”, sequência de James Cameron para o filme de 2009, enfim chegou aos cinemas na última quinta-feira (15) com recursos de acessibilidade. Confira a crítica em vídeo do jornalista e audiodescritor consultor Lucas Borba sobre o longa clicando neste link . Nota do crítico: 4/5.

Crítica | “Wandinha” (1ª temporada)

Por Lucas Borba Em uma época na qual as discussões acerca da reparação para grupos historicamente discriminados e perseguidos reacendeu a todo vapor, é sempre ótimo quando uma produção que promete dar protagonismo aos chamados “desajustados” e com potencial para conversar com um grande público é anunciada. Foi o caso de Wandinha, baseada no icônico universo de A Família Addams, cujas histórias em quadrinhos originais já renderam adaptações para o cinema e para a TV que permeiam gerações. A releitura da Netflix atualiza os exóticos personagens para tempos de TikTok e concentra a narrativa principalmente em um dos membros da família, a adolescente Wandinha (Wednesday, no original, interpretada pela excelente Jenna Ortega). Na trama, acompanhamos as aventuras da protagonista, que, depois de ser expulsa da última escola em que estudava, é enviada pelos pais para a Academia Nunca Mais (Nevermore, no original), na qual também foram alunos durante a adolescência. Lá, além de tentar – ou n...

Crítica | “1899” (1ª temporada)

Por Lucas Borba Importante: Confira, inicialmente, as minhas primeiras impressões a partir da prévia que recebi da Netflix, com os seis primeiros episódios da temporada, e, por fim, a atualização deste post com meu veredito final quanto ao ano inaugural da série após assistir aos dois episódios finais na data oficial de estreia da produção – a saber, hoje, 17 de novembro. A Netflix me concedeu acesso antecipado aos seis primeiros episódios dos oito que compõem a primeira temporada de 1899, a nova produção dos criadores de Dark, o casal Baran bo Odar e Jantje Friese. Como sou um jornalista com deficiência visual, fiquei ainda mais animado ao verificar que a série conta com o recurso de audiodescrição, esse serviço de acessibilidade comunicacional tão importante que, por meio de uma narrativa em off, descreve os elementos visuais da obra. Dito isso, antes de tudo deixo aqui minha profunda gratidão à Netflix pelo acesso à prévia e parabenizo o streaming por investir na acessibilidade,...

Crítica | “A mulher rei” (2022)

Por Lucas Borba Toda narrativa audiovisual que reconstitui eventos reais, ou mesmo que meramente baseada em tal gênero de eventos, é delicada. Tomando-se a responsabilidade envolvida como um pressuposto – o que nem sempre ocorre -, é necessário levar em conta aspectos como o impacto que determinada liberdade criativa pode gerar – seja no público, em pessoas reais implicadas no caso ou em um segmento da sociedade -, a qualidade da apuração acerca dos fatos realmente ocorridos e o quanto é pertinente deixar claro, ao longo da narrativa, o que é ou não é ficção. Desses aspectos, talvez o maior “problema” - se é que podemos chamar assim – de “A mulher rei” seja o de nem sempre marcar tão bem essa linha entre o fantástico e o histórico, o que não diminui em absoluto as suas qualidades. No longa, acompanhamos Nanisca (Viola Davis), uma comandante fictícia de um exército que realmente existiu no Reino de Daomé, um dos locais mais poderosos da África entre os séculos XVII e XIX. Durante o ...